

Atenção!
As inscrições e submissões devem ser realizadas através do site oficial do evento: The 12th German-Brazilian Symposium for Sustainable Development.
Sobre
O 12º Simpósio Brasil-Alemanha de Desenvolvimento Susténtavel será sediado pela Universidade Federal do Pará (UFPA), sob coordenação do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA). A escolha de Belém como sede foi resultado de uma decisão tomada durante o último simpósio, realizado em março de 2024 na cidade de Tübingen (Alemanha). O evento será realizado principalmente presencialmente. No entanto, haverá a possibilidade de participação remota por palestrantes convidados (key speakers) em casos excepcionais onde a participação presencial não é possível. As principais palestras serão gravadas e disponibilizadas no canal do YouTube da NAEA. Desde sua primeira edição em 2003, o Simpósio Brasil-Alemanha tem sido concebido como um evento interdisciplinar, com o objetivo de promover e fortalecer a cooperação científica entre o Brasil e a Alemanha, visando a produção de conhecimento voltado para transformação social e desenvolvimento sustentável. Dada a complexidade dos desafios abordados, não foram estabelecidas restrições em relação às áreas de conhecimento envolvidas. No entanto, espera-se que os pesquisadores contribuam não apenas a partir de suas áreas específicas, mas também com abertura ao diálogo interdisciplinar. A organização do evento favorece esta abordagem através de uma estrutura que combina sessões temáticas (painéis) com ferramentas de integração interdisciplinar, como workshops, mesas redondas e sessões de matchmaking destinadas à construção de novos projetos de cooperação.

História
Desde o início da década de 1990, existe uma parceria de pesquisa entre o Prof. Dr. Ernst Bayer (Universidade de Tübingen) e o Prof. Dr. Raimundo Damasceno (Universidade Federal Fluminense). Após o falecimento do Prof. Bayer em 2002, os esforços dessa parceria assumiram uma nova forma como uma conferência científica, a saber, o 1º Simpósio Alemão-Brasileiro. A primeira edição deste evento ocorreu em Tübingen, em 2003, abordando questões ambientais de diferentes áreas científicas. Desde então, os Simpósios têm sido realizados alternadamente a cada dois anos em universidades de ambos os países. A seguir, apresentamos uma lista das instituições que já sediaram o evento:
2003 – Universidade de Tübingen, Baden-Württemberg (BW), Alemanha
2005 – UFSM, Santa Maria (RS), e UNISC, Santa Cruz do Sul (RS), Brasil
2007 – Universidade de Freiburg, BW, Alemanha
2009 – UFPR, Curitiba (PR), Brasil
2011 – Universidade de Stuttgart, BW, Alemanha
2013 – UFOPA, Santarém (PA), Brasil
2015 – Universidade de Heidelberg, BW, Alemanha
2017 – PUCRS, Porto Alegre (RS), Brasil
2019 – Universidade de Hohenhein, BW, Alemanha
2022 – UFF, Niterói (RJ) e UFRJ (Rio de Janeiro (RJ), Brasil (o evento foi adiado por um ano devido à pandemia causada pelo coronavírus)
2024 – Universidade de Tübingen, Baden-Württemberg (BW), Alemanha
Os eventos são organizados por uma equipe específica de cada universidade, com o apoio do Baden-Württembergisches Brasilien-Zentrum (BZ) der Universität Tübingen. Em 2022, após 20 anos de existência, o Brasilien-Zentrum se expandiu, incorporando mais países da América Latina, e passou a se chamar Baden-Württembergisches Brasilien- und Lateinamerika-Zentrum.
O objetivo do simpósio é promover o intercâmbio de ideias científicas entre parceiros brasileiros e alemães na área da sustentabilidade. Diferentes temas, como energia, água, solo, ar, biodiversidade, agricultura, silvicultura e saúde, têm sido abordados, além de política, economia, gestão de recursos e o futuro das cidades. O simpósio consiste em palestras e apresentações curtas, bem como workshops, discussões e, eventualmente, visitas técnicas.
Sessões Temáticas
As quatro sessões temáticas refletem a amplitude e interdisciplinaridade do simpósio. A primeira sessão — sistemas agroalimentares sustentáveis para um futuro resiliente — e a segunda — estratégias para fortalecer a resiliência e a sustentabilidade na pesquisa do câncer e no desenvolvimento de medicamentos — são resultado da cooperação consolidada entre pesquisadores brasileiros e alemães. A terceira sessão — alternativas de desenvolvimento para uma bioeconomia — e quatro — extração responsável de recursos para um futuro sustentável — foram incluídas para ampliar o foco do evento nos desafios sociais, ambientais e econômicos da Amazônia.
Cada sessão temática conta com uma equipe binacional responsável por selecionar palestrantes convidados e estabelecer critérios para a seleção dos artigos submetidos. Cada painel contará com entre 15 e 20 apresentações, observando critérios de equilíbrio regional e equidade de gênero.
Sessão Temática 1:
Sistemas agroalimentares sustentáveis para um futuro resiliente
Responsáveis


As inovações nas práticas agrícolas e nas cadeias de abastecimento são consideradas fatores-chave para o desenvolvimento sustentável dos sistemas alimentares. Uma forma de equilibrar a produtividade dos sistemas agroalimentares e a saúde do ecossistema poderia ser integrar a biodiversidade e as práticas regenerativas. No entanto, capacitar os agricultores por meio da educação e integrar seus conhecimentos tradicionais será crucial para alcançar a soberania alimentar e melhorar a capacidade de resposta. Um desafio e uma oportunidade decorrentes da crescente urbanização é o desenvolvimento de sistemas agrícolas periurbanos adaptados e eficientes em termos de recursos e sua conexão com redes alimentares alternativas. Ao mesmo tempo, será abordado o papel das políticas, da governança e da regulamentação na formação de sistemas agroalimentares equitativos e resilientes. Especialistas compartilharão estratégias práticas e insights sobre políticas de diversos contextos globais e locais. Esperamos que os participantes se envolvam em um diálogo intersetorial para preencher a lacuna entre a ciência, a prática e a formulação de políticas. Será organizado um workshop para identificar e co-desenvolver uma agenda de pesquisa comum com pontos de ação para cooperação futura na busca de sistemas alimentares resilientes e sustentáveis.

Participantes confirmados
Sessão Temática 2:
Estratégias para fortalecer a resiliência e a sustentabilidade na pesquisa sobre o câncer e no desenvolvimento de medicamentos
Responsáveis


Apesar dos intensos esforços de pesquisa, estamos enfrentando um rápido aumento no número de casos de câncer e mortes por câncer em todo o mundo. Os sucessos na triagem e detecção precoce do câncer significam que alguns tumores podem ser detectados mais cedo e tratados de forma curativa, mas, dependendo da doença tumoral, 25-50% de todos os cânceres sólidos ainda são diagnosticados em um estágio avançado, muitas vezes metastático. Esses tumores são doenças sistêmicas complexas que, apesar do número crescente de novas terapias, ainda são incuráveis na maioria dos casos.
Apesar da excelência científica, tanto a resiliência quanto a sustentabilidade são um desafio para novas abordagens de pesquisa que combatem esse problema. O iFIT (Cluster de Excelência (CoE) em “Terapias Tumorais Guiadas por Imagem e Funcionalmente Instruídas”) enfrenta esse desafio por meio de uma abordagem altamente integrada e interconectada de pesquisa acadêmica sobre o câncer e desenvolvimento de terapias, que combina três grandes áreas de pesquisa da Universidade de Tübingen (UT): A) Descoberta de alvos funcionais, desenvolvimento acadêmico de medicamentos e terapias moleculares para tumores, B) Imunologia e imunoterapias e C) Imagem multiparamétrica molecular e funcional. Outra dimensão da sustentabilidade e resiliência é um ambiente científico dinâmico e rico e um ambiente social diversificado para estudantes, pesquisadores e cientistas clínicos aprimorarem seu perfil científico individual. Tais abordagens prometem o desenvolvimento de novas terapias e diagnósticos para o câncer e, assim, buscam melhorar significativamente o prognóstico para pacientes com tumores sólidos avançados.

Participantes confirmados
Sessão Temática 3:
Alternativas de desenvolvimentos para uma bioeconomia baseada na sociobiodiversidade amazônica
Responsáveis



A economia amazônica apresenta características bastante peculiares. A mais distintiva delas é o fato de permanecer, há séculos, associada a sistemas produtivos de base extrativista e/ou agroextrativista integrados de forma simbiótica ao bioma originário da região. Um conjunto consistente de estudos tem demonstrado que esses sistemas possuem elevada capacidade adaptativa e desempenham um papel estratégico tanto na conservação do bioma quanto na garantia da segurança alimentar e nutricional das populações amazônicas. Por essa razão, ela teria o potencial de sustentar importante parcela da produção e, inclusive, do crescimento de uma bioeconomia em bases bioecológica e biodiversas na Região. Essa bioeconomia “antiga” e ancestral, fundada na sociobiodiversidade amazônica, resulta de um longo e contínuo processo de desenvolvimento e inovação conduzido de forma endógena por ribeirinhos, povos indígenas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais. Nesse sentido, ela representa um valioso conhecimento sobre os caminhos que devem ser seguidos em busca da construção de um modelo de desenvolvimento regional baseado na capacidade de integração entre economia e conservação. Durante este workshop, buscaremos aprofundar e trazer contribuições recentes do campo acadêmico e experiências empresariais e comunitárias que podem ser vistas como alternativas no tratamento da bioeconomia a partir de uma perspectiva amazônica e periférica no contexto do desenvolvimento do sistema econômico global.

Participantes confirmados
Sessão Temática 4:
Extração responsável de recursos (mineração) para um futuro sustentável – utopia ou possibilidade?
Responsáveis


Os modelos de desenvolvimento para um futuro sustentável devem reduzir o consumo de materiais, mas ao mesmo tempo dependem das matérias-primas para implementar as mudanças tecnológicas necessárias. Na indústria de mineração, há uma crença generalizada de que os problemas operacionais podem ser resolvidos com recursos financeiros e uma abordagem científica e tecnológica eficaz. No entanto, as atividades de mineração têm um impacto sobre o meio ambiente, a sociedade e a economia: os três pilares da sustentabilidade. Encontrar apenas soluções técnicas ou econômicas para os problemas não é suficiente. Os desafios futuros num mundo complexo também exigem uma abordagem mais orientada social e ecologicamente. A mineração sustentável para o futuro deve ser vista de forma holística e também levar em conta aspectos éticos. A extração local de matérias-primas e suas cadeias globais de suprimentos moldam as preocupações e percepções dos funcionários e das comunidades. Portanto, eles influenciam os interesses econômicos e políticos de várias partes interessadas. Isso ocorre porque a mineração opera em um campo de tensão entre viabilidade técnica, rentabilidade econômica, proteção legal, responsabilidade ecológica e social e crenças, comportamentos e expectativas humanas. Nesta sessão, a mineração do futuro será examinada e discutida de uma perspectiva responsável e orientada para a sustentabilidade.

Participantes Confirmados
Workshops
Os workshops destinam-se a discussões sobre questões transversais do simpósio, como cooperação científica, sustentabilidade, bioeconomia e comunicação científica.
Workshop 1: Investigação comum para a cooperação futura na busca de sistemas alimentares resilientes e sustentáveis
Workshop 2: Perspectiva sobre as futuras tendências de sustentabilidade circular na bioeconomia
Workshop 3: Comunicação eficaz e responsável na ciência – Como se engajar de forma adequada e com sucesso?
Submissões
Áreas
- Sistemas agroalimentares sustentáveis para um futuro resiliente
- Estratégias para fortalecer a resiliência e a sustentabilidade na pesquisa sobre o câncer e no desenvolvimento de medicamentos
- Alternativas de desenvolvimentos para uma bioeconomia baseada na sociobiodiversidade amazônica
- Extração responsável de recursos (mineração) para um futuro sustentável – utopia ou possibilidade?
Modalidades
Prazo das submissões: até 19/04/2026
Acomodações em Belém
Belém oferece uma ampla variedade de opções de hospedagem, que incluem hotéis de diferentes categorias e faixas de preço, atendendo a diversos perfis de visitantes. Nas áreas centrais da cidade – como Nazaré, Umarizal, Batista Campos, Campina e Cidade Velha – encontram-se hotéis de 3 a 5 estrelas, com boa infraestrutura e fácil acesso a restaurantes, serviços e pontos culturais.
A seguir apresentamos uma lista não exaustiva de hotéis recomendados, com diferentes categorias e valores aproximados de diárias. Todos estão localizados em regiões centrais de Belém e a uma distância relativamente próxima da Universidade Federal do Pará (UFPA), local do evento – o que corresponde a cerca de 20 a 40 minutos de deslocamento, dependendo do trânsito.
A reserva e contratação da hospedagem são de responsabilidade dos participantes, sendo recomendável realizar a reserva com antecedência.
Comissão Científica
Dra. Birgit Hoinle (Hohenheim University, Germany)
Prof. Dra. Vania Gomes Zuin Zeidler (Leuphana University)
Prof. Dra. Georgia Moutella Jordão (Pontífica Universidade Católica Rio de Janeiro, Brazil)
Prof. Dr. Stefan Laufer (University of Tübingen, Germany)
Prof. Dra. Claudiana Lameu (University São Paulo, Brazil)
Prof. Dr. Niels Câmara (University of São Paulo, Brazil)
Prof. Dr. Jaderson Costa da Costa (Federal University of Rio Grande do Sul, Brazil)
Prof. Dr. Martin Hasselmann (Hohenheim University, Germany)
Prof. Dr. Jochen Dürr (University of Bonn, Germany)
Prof. Dr. Danilo Fernandes (Federal University of Pará, Brazil)
Prof. Dra. Ima Célia Guimarães Viera (Museu Paraense Emílio Goeldi, Brazil)
Prof. Dr. Armin Mathis (Federal University of Pará, Brazil)
Prof. Dr. Matthias Schmidt (Berliner Hochschule für Technik, Germany)
Prof. Dr. Giorgio Francesco Cesare de Tomi (University of São Paulo, Brazil)
Comissão Organizadora
Andréa Junqueira Dessoy Maciel (Baden-Württembergisches Brasilien – und Lateinamerika – Zentrum)
Prof. Dr. Armin Mathis (Federal University of Pará, Brazil)
Josilene Ferreira (Center for Advanced Amazonian Studies/Brazil)
Katja Hölldampf (Founder of TROKA, Brazil)
Manuela André (Center for Advanced Amazonian Studies/Brazil)
Dra. Maria da Paz (Center for Advanced Amazonian Studies/Brazil)
Dra. Martina Schulze (Baden-Württembergisches Brasilien – und Lateinamerika – Zentrum)